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Segurança 19/07/2019 | 13h49

Polícia indicia três executores e o mandante de homicídio de professor no Mattioda


Polícia indicia três executores e o mandante de homicídio de professor no Mattioda
Foto: Edgar Vaz / Rádio Caxias

Vinicius Ferreira da Silva Gatelli, 25 anos, era professor, e foi morto a tiros na noite do dia 03 de maio deste ano. O corpo dele foi encontrado embaixo da ponte seca da ERS-122 no bairro Mattioda, via que dá acesso à localidade de São Giácomo.

As investigações apontaram o envolvimento de três executores e um mandante. Os autores foram identificados como Jonatan Gonçalves da Rosa, o “Nino”, 31 anos, Rafael da Silva Mânica, o “Alemãozinho”, 25, e Leandro Laurindo Martins, o “Pato”, 29. Como mandante foi indiciado Maicon Canali, 35. Os autores já estavam presos temporariamente, e agora ficarão presos por decretação de prisão preventiva.

Em relação ao mandante, ainda não foi decretada a prisão. Rodrigo Kegler Duarte, titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), revela que as diligências apontaram um crime com motivação pessoal, cometido com pagamento pelo mandante. “Conseguimos coletar provas testemunhais e técnicas do envolvimento do trio e do mandante, com motivação pessoal, que levou o mandante a pagar para que a vitima fosse morta”, conta o delegado.

Ele ainda explica que existe um depoimento esclarecedor, que revela que o trio preparou uma emboscada para o professor, atraindo-o e posteriormente matando e abandonando o corpo no bairro Mattioda. Um veículo que teria sido usado para consumar o crime foi apreendido, e nele encontrados resíduos que podem ser sangue. “O material foi encaminhado para a perícia no IGP em Porto Alegre, para confirmar se é verdadeiramente sangue, e se é sangue da vítima”, explica Rodrigo Kegler Duarte. O titular da DPHPP explica ainda que, por se tratar de uma motivação com fundamento em questões pessoais, legalmente não pode ser revelada.

O corpo foi localizado por um motorista de van escolar, e os policiais encontraram uma carteira com documentos da vítima e a quantia de R$ 1,5 mil em dinheiro. Gatelli não possuía antecedentes criminais, mas foi alvo de um registro policial envolvendo um aluno de dez anos, em dezembro do ano passado.

O pai da criança teria denunciado que Gatelli teria levado seu filho até um local e mostrado um vídeo com cenas pornográficas. O professor era morador do Desvio Rizzo, onde era muito admirado por amigos e pessoas da comunidade.


Departamento de Jornalismo


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