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Resíduos Serra 20/09/2021 | 19h43

Projeto para destinação sustentável de resíduos sólidos une 34 municípios da Serra


Projeto para destinação sustentável de resíduos sólidos une 34 municípios da Serra
Foto: Thaís Novello

O projeto Resíduos Serra nasceu de uma demanda identificada pelo Conselho Regional de Desenvolvimento da Serra (Corede Serra), do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (Cisga) e da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne). E será realizado por um processo de cooperação que envolve 34 municípios, inclusive, Caxias do Sul. 

Para a construção da proposta foi necessário buscar a parceira da Universidade de Caxias do Sul (UCS), já que se trata de uma exigência legal, a fim de garantir que esses resíduos urbanos sejam transformados em subprodutos energéticos, a exemplo do gás, óleo, cher (tipo de carvão com alto valor comercial) e também adubo. Além do mais, a participação de uma instituição de ensino e pesquisa garante que isso não trará prejuízos ao meio ambiente. 

A presidente do Corede Serra, Mônica Beatriz Mattia, explica que o projeto será desenvolvido em três fases, cuja implementação terá duração média de 24 meses. Na primeira fase, que inicia em outubro, o projeto apontar os resíduos urbanos desses municípios. 

Para isso, as 34 cidades deverão encaminhar amostras de resíduos para os pesquisadores para que verifiquem se eles podem ser transformados em energia. Essas testagens utilizarão duas tecnologias distintas: uma baseada num processo termoquímico (pirólise) e outra num processo bioquímico (digestão anaeróbia). 

Mônica esclarece que a ideia é verificar qual o subproduto gerado a partir desses resíduos urbanos e que, posteriormente, será verificado a eficiência na geração deste tipo de energia. Isso será feito numa usina de biogás e de pirólise, com capacidade de processamento diário de 5 toneladas. 

Essa nova etapa será realizada pelo período de quatro meses, a fim de verificar a eficiência do processo de transformação desses resíduos em produtos de valor agregado. O mesmo processo será replicado na terceira fase, porém, explica a professora, numa usina de maior porte e com capacidade diária para processar 72 toneladas de resíduos urbanos. 

A partir desses experimentos pretende-se avaliar a possibilidade de implantação de usinas microrregionais distribuídas nas regiões envolvidas, a saber: Uva e Vinho, Hortênsias e Campos de Cima da Serra.

No entanto, essa discussão carece de uma análise prévia sobre a viabilidade técnica e econômica dessas usinas. 

Conforme Mônica, nesse meio tempo, deverá ser articulado junto ao Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) e as representações dos 34 municípios a construção de uma legislação que possibilite a contratação de empresa privada para operacionalizar todo esse processo. Isso, depois de comprovada a eficiência. 

A presidente do Corede Serra ainda pontua que o objetivo do Resíduos Serra, portanto, é desincumbir os municípios do custo associado ao transporte dos materiais até aterros e do passivo ambiental gerado.


Departamento de Jornalismo




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